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Qualquer dia...Ana €!¡sa

Qualquer dia...

Ana €!¡sa

 
Qualquer dia eu vou acordar, e sem nem mesmo abrir os olhos...
Vou perceber que você não está...
Que não dormiu no meu travesseiro
'As vezes, seco...
'As vezes, úmido...
Não invadiu meus sonhos...
E nem me acordou na madrugada dizendo: Estou aqui!!
...e eu te abraçava, te envolvia...Me envolvia...

 


Qualquer dia,
Eu não vou mais parar de fazer o que estava fazendo para pensar em você...
Desviar meus pensamentos...
Sonhar meus sonhos nos teus...
E nem fechar os olhos e perceber teu sorriso vindo de encontro ao meu.

 


Qualquer dia, quando eu olhar um outro homem...
Em algum lugar ou qualquer lugar...
Não é o teu rosto que vou ver...O meu desejo.

 


Talvez, nesse dia, meus olhos ainda lacrimejam...
De saudade, quem sabe...
Desejos e vontades também.

 


Mas, quem sabe, qualquer dia, eu te esqueço.

18-08-2007



Postado por: Þarte ðe M¡m às 14h55
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Florbela Espanca

Desejo

 

Quero-te ao pé de mim na hora de morrer.
Quero, ao partir, levar-te, todo suavidade,
Ó doce olhar de sonho, ó vida dum viver
Amortalhado sempre à luz duma saudade!

 

Quero-te junto a mim quando o meu rosto branco
Se ungir da palidez sinistra do não ser,
E quero ainda, amor, no meu supremo arranco
Sentir junto ao meu seio teu coração bater!

 

Que seja a tua mão tão branda como a neve
Que feche o meu olhar numa carícia leve
Em doce perpassar de pétala de lis...

 

Que seja a tua boca rubra como o sangue
Que feche a minha boca, a minha boca exangue!...

 


Ah, venha a morte já que eu morrerei feliz!...

 



Postado por: Þarte ðe M¡m às 13h00
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Material Nupcial

De pie como un cerezo sin cáscara ni flores,
especial y encendido, con venas y saliva,
y dedos y testículos,
miro una niña de papel y luna,
horizontal, temblando y respirando, y blanca,
y sus pezones como dos cifras separadas,
y la negra reunión de sus piernas en donde
su sexo parpadea como un ojo de sangre.

 

Pálido, desbordante,
siento hundirse palabras en mi boca,
palabras como niños ahogados,
y me crecen los dientes en forma aterradora.

 

La pondré como una espada o un espejo
y abriré hasta la muerte sus piernas asustadas,
y morderé sus orejas y sus venas,
y haré que retroceda con los ojos cerrados
en un espeso río de semen verde.

 

La inundaré de amapolas y relámpagos,
la envolveré en rodillas, en labios, en agujas
la entraré con pulgadas de epidermis llorando
y presiones de crimen y pelos empapados.

 

La haré huir escapándose por uñas y suspiros,
hacia adentro,
trepándose a la lenta médula y al oxígeno,
agarrándose a recuerdos y razones,
y con el alma hirviendo
como una olla hirviendo con cangrejos.

 

Debe correr durmiendo por caminos de piel
en un país de nácar y goma cenicienta,
luchando con hormigas y cuchillos y sábanas
y con ojos que caen en ella como muertos.
Y me van resbalando gotas del corazón
como pescados ciegos o balas de agua gruesa.  

 

(de Paloma Por Dentro, com ilustrações de Federico García Lorca, em El Fin Del Viaje e também em Residencia en La Tierra 2)



Postado por: Þarte ðe M¡m às 12h43
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Hilda Hilst

 E o tempo tomou forma

 

E o tempo tomou forma. Assim me soube
Envolta em grande mar até a cintura
E nada a não ser água e seu rumor
Aos ouvidos chegava. E soube ainda
Que um só gesto e sopro acrescentava
Essa vastíssima matéria. E atenta
Em consideração a mim, cobri-me de recuos.
Eu, que de docilidade me fizera.
Antes avara desse tempo que resta.
Se em muitos me perdi, uma que sou
É argamassa e pedra. Guardo-te a ti.
Em consideração a mim. Redescoberta.



Postado por: Þarte ðe M¡m às 19h41
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Hilda Hilst

 

Sonetos que não são

 

Aflição de ser eu e não ser outra.
Aflição de não ser, amor, aquela
Que muitas filhas te deu, casou donzela
E à noite se prepara e se adivinha

 

Objeto de amor, atenta e bela.
Aflição de não ser a grande ilha
Que te retém e não te desespera.
(A noite como fera se avizinha.)

 

Aflição de ser água em meio à terra
E ter a face conturbada e móvel.
E a um só tempo múltipla e imóvel

 

Não saber se se ausenta ou se te espera.
Aflição de te amar, se te comove.
E sendo água, amor, querer ser terra.

 

Roteiro do Silêncio(1959) - Massao Ohno Estúdio
- Edith Arnhold / Editores, 1999.

 

TOMA-ME

 

Toma-me.
A tua boca de linho sobre a minha boca Austera.
Toma-me AGORA, ANTES
Antes que a carnadura se desfaça em sangue, antes
Da morte, amor, da minha morte, toma-me
Crava a tua mão, respira meu sopro, deglute
Em cadência minha escura agonia.
Tempo do corpo este tempo. Da fome
Do de dentro. Corpo se conhecendo, lento,
Um sol de diamante alimentando o ventre,
O leite da tua carne, a minha
Fugidia.
E sobre nós este tempo futuro urdindo
Urdindo a grande teia. Sobre nós a vida
A vida se derramando. Cíclica. Escorrendo.
Te descobres vivo sob um jogo novo.
Te ordenas. E eu delinqüescida: amor, amor,
Antes do muro, antes da terra, devo
Devo gritar a minha palavra, uma encantada
Ilharga
Na cálida textura de um rochedo. Devo gritar
Digo para mim mesma. Mas ao teu lado me estendo
Imensa

 

De púrpura. De prata. De delicadeza.

 

 
Poema X

 

Se todas as tuas noites fossem minhas
Eu te daria, a cada dia
Uma pequena caixa de palavras
Coisa que me foi dada, sigilosa

 

E com a dádiva nas mãos tu poderias
Compor incendiado a tua canção
E fazer de mim mesma, melodia.

 

Se todos os teus dias fossem meus
Eu te daria, a cada noite
O meu tempo lunar, transfigurado e rubro
E agudo se faria o gozo teu.

 

HILDA HILST
In: "Júbilo, memória, noviciado da paixão"



Postado por: Þarte ðe M¡m às 07h43
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"Procures me amar quando menos mereço, pois é quando mais preciso"
Quintana



Postado por: Þarte ðe M¡m às 20h26
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Te esquecer parece tão Simples...

 

Meu mais novo poema...

As vezes as coisas parecem simples, mas simples é algo que não existe em Amar...

 

Te esquecer parece tão Simples

Ana €!¡sa 

 

 

Tua imagem  foi ficando embaçada...
Dissipando-se
Aos poucos...lentamente
Tão intensamente...tão de repente...
E com ela, minhas melhores alegrias.

 

Teu sorriso tão marcante e tão tímido...
Foi desaparecendo sob uma névoa
Como se fosse uma fumaça em vento brando.

 

Permaneci durante todo o tempo nessa expectativa...
Esperando...
Observando...
Como se essa cena não fosse minha.

 

E, como assistindo um filme romântico e triste...
Lágrimas fluíam desobedientes e intensas.

 

Estendi minhas mãos involuntariamente
Buscando a imagem desaparecendo...
Querendo tirar o véu que encobria...
Irreal
Inútil
E assim você foi se despedindo...
Saindo de mim...
Como nuvem
Como brisa.


Tempestades de emoções foram invadindo meu corpo...
Continuei imóvel
Você virou-se e sorriu...
E sorrindo...Partiu.


14-08-2007

Ana €!¡sa



Postado por: Þarte ðe M¡m às 14h04
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 "Si mi silencio no te dice nada, mis palabras son inútiles"



Postado por: Þarte ðe M¡m às 17h51
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Perdidos...Ana €!¡sa

Perdidos
co autoria: Ana €!¡sa


 
Teu corpo semi nu...parece chamar...
Perdido nos lençóis...
Um tecido negro...única peça que cobre teu pudor.
Olhar atento...sedutor...
Percorre meu corpo...ávido...faminto.
À simples menção de você levantar-se...
Coloca meu corpo em transe...arrepios e calafrios
Suor e até frio.
Cubro o preto da camisola, como se estivesse despida.
É assim, que seus olhos me vêem.

 

Você levanta, de súbito...
Prende-me em um forte abraço
Fala e sussurra...
Geme e murmura frases...
Enlaça.
Diz:  - Você me dá vontade...
Tesão...
Dá vontade de "tudo"...
Aquele tudo imponderável...
Aquele que toca...
Aquele que invade...
Que arrepia...
Desliza...
Aquele que molha...
Invade...
Que esconde...
Agasalha...
Que te lambe...
Te engole...
Que suga...
Chupa...
Que devora...
Te envolve.
É ausência de limites...
Um tesão sem controle
O melhor estágio que existe...
Ausência de limites.

 

Apenas dois olhares...
Dois corpos excitados.

 


Estremecida...em arrepios...
Te ouço.
Meu corpo responde a cada palavra que você murmura...
" Te ver...assim...a me olhar...
Me deixou com vontade de te tirar do chão...
E de te descer devagar...
Roçando...arrepiado...
Teus seios deslizando...
Em mim...
Entregue.
Assim...como você está agora."


 

Teus braços...fortes...
Tiram o véu que me cobre....
Tua voz invasora...
Tuas mãos atrevidas...
O tapete de pele...
" Vem!! "

 

30-04-2005



Postado por: Þarte ðe M¡m às 12h11
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Meia Luz...Ana €!¡sa

Meia Luz
Ana €!¡sa

 

Encostei-me no batente da porta...
Entreaberta...meia luz
Teu corpo...de bruços...em sono profundo...
Nu...
Totalmente nu...entregue.
Prendo-me em tua topografia...
Desenhando na memória, teus traços.
Perco-me em pensamentos...
Arrepiando meu corpo...
Mexendo com minha sedução.


 
Sensualidade...
É tua marca...teu perfil.
O lençol aos teus pés...
Cama em bagunça...
Braços que abraçam o travesseiro.
Pensamentos fluem...viajam...
E em devaneios...perdem-se.
Suavemente adentro na penumbra.
A seda da camisola me sufoca...
O tecido fino, gruda nos calafrios
Demarca e sensualiza meus movimentos...
Suaves e sutis.


 
Seu cheiro e perfume invadem o quarto...
Penetram em meu olfato.
Cada passo em sua direção...
Mexe e remexe me todos os meus sentidos.


 
Chego aos teus pés...
Mansa e suavemente.
Acaricio teus dedos...um a um.


 
Lânguida...
Deslizo em teu corpo.

 

Sinto teus calafrios...
Quero você.
Você...maroto e safado...
Faz que não percebe...quieto...esperto
Vira-se e permanece inerte...
Provocante.
Meus movimentos...apenas te despertam...
Mais e mais.


29-04-2005



Postado por: Þarte ðe M¡m às 11h56
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Entorpecida de Prazer...Ana €!¡sa..

Entorpecida de Prazer
Ana €!¡sa
 

A porta se fecha...lentamente
Teu cheiro e perfume permanecem no ar
Tuas mãos e corpo parecem ainda estar em mim
Extasiada e sem forças.
Entorpecida.
Assim você me deixou...deixa-me...sempre.


 
Deitada...em calafrios
Meu corpo não reage a vontade nenhuma...
Inércia...
Em total descompasso.


 
Teu cheiro...invasor...penetrante...insistente
Meu corpo marcado pelo teu corpo...inebriante
Assim me sinto...assim estou.


 
Êxtase puro...intenso.
Sem limites.


 
Abro os braços...agora calmamente
Acaricio a maciez do lençol
Sinto a textura...a umidade...
Pareço sentir a explosão que se fez
Os gritos...
O tesão
As vontades...sendo satisfeitas
Os desejos e loucuras a cada segundo em nós dois


 
Olho a porta fechada
O corpo arrepia mais uma vez
Êxtase.
Viro o corpo
Cansada...
Sinto-me desfalecer...
Lágrimas brotam dos olhos...
Aperto o travesseiro
Fecho os olhos...
Sorrio...
Te espero...
Mais uma vez...
Amanhã.

 

02-09-2005



Postado por: Þarte ðe M¡m às 11h53
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Nua ...Ana €!¡sa

 Nua
Ana €!¡sa

 

Espelho...
Visualizo meu corpo...imagem  perfeita...
Perfeita aos teus olhos...ao teu sabor.


 

Observo cada detalhe, cada poro.
Recordo cada toque de tuas mãos nele.
Sinto ainda os calafrios que você provoca em mim...apenas em olhar...
Insinuar...atrever-se.


 

Preparo-me para o ritual
Sem pressa.
Ensaboando meu corpo...como se fossem tuas mãos...
Deslizando o sabonete sobre a pele...
Acariciando...suavemente.


 

A água desce forte e quente...
Fecho os olhos e te procuro...
Encontro...teu cheiro...teu fogo.
Mergulho no mar dos nossos desejos
Os mais secretos...mais deliciosos.


 

Deixo a pele perfumada...macia
Pronta pro teu toque...teu afago.


 

Ouço teu assobio...e sorrio.
Não quer mais esperar...quer agora.

 

Luz de velas...cheiro de querer no ar.


 

Saio, envolta em tecido.
Parada  no meio da penumbra...e te observo
Lânguida e preguiçosa...te chamo
Você nem se mexe...absorto na imagem que me fiz
O tecido deslizando...

 


O corpo nu
'A sua frente...'a sua espera.
A pele arrepiada...
Lábios entreabertos.
A força do  querer estampado em mim
O desejo em você.

 



Postado por: Þarte ðe M¡m às 11h44
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À Flor da Pele...Ana €!¡sa

À Flor da Pele
Ana €!¡sa
 
 


Um desenho na mente
A euforia depois de uma noite de amor
A sedução dos gestos...
Palavras...
Atos e ações.


 
O corpo arrepiado em prazer indescritível
A pele sentindo as emoções do teu olhar...
Do toque das tuas mãos...
A respiração ofegante...
Inebriante
Pulsação em disparada...
Descontrolada.


 
Parada e sem forças...
O corpo mole...as pernas bambas
Os sentidos todos voltados para você
Meus pensamentos...nem sei onde estão.
Apenas os sinto...
Sei que estou viva.


 
O corpo teso e arrepiado
Sensações diversas...intensas
Parecendo ter você...mais uma vez
Preso em mim...
Calafrios
Suspiros inaudíveis
Cheiro da tua pele suada.


 
Percorro com o olhar...outra vez...
Abraço meu corpo
Fecho os olhos
Meus lábios sorriem
Paz...
Tranqüilidade...
Coração 'in love'.

 

08-09-2005



Postado por: Þarte ðe M¡m às 11h39
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Þarte ðe M¡m

Traduzir-se

 

Uma parte de mim
é todo mundo:
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.

 

uma parte de mim
é multidão:
outra parte estranheza
e solidão.

 

Uma parte de mim
pesa, pondera:
outra parte
delira.

 

Uma parte de mim
é permanente:
outra parte
se sabe de repente.

 

Uma parte de mim
é só vertigem:
outra parte,
linguagem.

 

Traduzir-se uma parte
na outra parte
- que é uma questão
de vida ou morte -
será arte??

 



Postado por: Þarte ðe M¡m às 07h46
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Mais Neruda...

Saudade...


Saudade - Que será? …yo nó sé..lo he buscado
en unos diccionarios empolvados y antiguos
y en otros libros que no me han dado el significado
de esta dulce palabra de perfiles ambiguos.

 

Dicen que azules son las montañas como ella,
que en ella se oscurecen los amores lejanos,
y un noble y buen amigo mío (y de las estrellas)
la nombra en un temblor de trenzas y de manos.

 

Y hoy en Eça de Queiroz sin mirar la adivino,
su secreto se evade, su dulzura me obsede
como una mariposa de cuerpo extraño y fino
siempre lejos - tan lejos! - de mis tranquilas redes.

 

Saudade...Oiga, vecino, sabe el significado
de esta palabra blanca que como un pez se evade?
No... Y me tiembla la boca su temblor delicado
Saudade

 



Postado por: Þarte ðe M¡m às 07h41
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Bom dia...

Frêmito do meu corpo

 

Frêmito do meu corpo a procurar-te,
Febre das minhas mãos na tua pele
Que cheira a âmbar, a baunilha e a mel,
Doido anseio dos meus braços a abraçar-te,

 

Olhos buscando os teus por toda parte,
Sede de beijos, amargor de fel,
Estonteante fome, áspera e cruel,
Que nada existe que a mitigue e a farte!

 

E vejo-te tão longe! Sinto a tua alma
junto da minha, uma lagoa calma,
A dizer-me, a cantar que me não amas...

 

E o meu coração que tu não sentes,
Vai boiando ao acaso das correntes,
Esquife negro sobre um mar de chamas...

 

Florbela Espanca



Postado por: Þarte ðe M¡m às 07h36
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Pablo Neruda

Soneto XLV

 

Não estejas longe de mim um só dia, porque como,
porque, não sei dizê-lo, é comprido o dia,
e te estarei esperando como nas estações
quando em alguma parte dormitaram os trens.

 

Não te vás por uma hora porque então
nessa hora se juntam as gotas do desvelo
e talvez toda a fumaça que anda buscando casa
venha matar ainda meu coração perdido.

 

Ai que não se quebrante tua silhueta na areia,
ai que não voem tuas pálpebras na ausência:
não te vás por um minuto, bem-amada,

 

porque nesse minuto terás ido tão longe
que eu cruzarei toda a terra perguntando
se voltarás ou se me deixarás morrendo.

 



Postado por: Þarte ðe M¡m às 20h38
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Meu Senhor

Ana €l¡sa

 

Senhor...
No teu olhar...perdidas razões.
Infinitas tentações...
Senhor do meu prazer...
Absoluto querer.


 
Como água  deslizando na correnteza do rio
Como brisa no suave anoitecer
Como areia presa aos teus pés
E o mar a nos enlouquecer.
Assim, como a delicadeza ao sonhar...
A alegria de esperar
A certeza de ter.


 
Como senhora dos teus segredos
E dona de tua paixão.
Como senhor do meu corpo...
Dono...absoluto...das minhas vontades.


 
A estrada do tempo...persegue o infinito
Loucura infinda...no acariciar...
Percorrendo o espaço...sem limites.


 
E assim, torna-se senhor...
Dos meus horários...
Dos prazeres.
Senhor dos meus pecados...
Dono dos meus afagos.
Senhor  do meu adormecer...
Meu amanhecer.
Dono da luz, do brilho do meu olhar.
Da minha entrega...meu desfalecer.
Senhor do meu fôlego...
Culpado, da falta dele.


 
As mais deliciosas fantasias...
Uma terapia.


 
Você...e só você...
Senhor  do meu amor.
Só você...Sempre você
Razão do meu sorriso...
Senhor do meu carinho.
Absoluto no meu caminho.


 
Razão das minhas noites mal dormidas
Dono do meu incessante querer..
Infinito prazer.


 
No teu colo...Sou dona do teu olhar
Em você...
Sou senhora dos teus deleites.
Com você...Dona dos teus calafrios.
Senhora do teu desfalecer.


 
E...Juntos...Presos um no outro
Sem cobranças...Somos um.
Juntos...
Apenas um.
Sem tabus...sem preconceitos...
Você... pra mim...meu tudo...
Minha paz...minha alegria.
Senhor da minha alma.
Senhor das minhas verdades
Dono...de mim.
Senhor  do meu calor...
Do meu amor.


 
E eu...senhora do teu mel
Dos teus beijos.
Dona do teu descanso...
Teu sussurrar...teu relaxar.
Senhora do teu tempo.
Senhor do meu.
Definitivo.
Eterno.
Nessa procura intensa...
Enquanto durar.



Postado por: Þarte ðe M¡m às 13h46
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 Meu Descanso
 
Ana €l¡sa
 
 
Deito a cabeça na almofada macia...
Fixo meu olhar no teu...Intrigante olhar.
Te faço perguntas...Você não responde
Sorri...Apenas com o olhar.
Mantenho meu olhar fixo no teu...
Ouço respostas que não quero ouvir...
Esse olhar que prende.
Que deseja.


 
Meu corpo aninha-se na cama macia...
Sinto o calor do lençol me cobrindo...
Espreguiço meu cansaço.
Descanso meus desejos.
Estico os braços querendo te alcançar...
Sinto um arrepio sedutor...


 
Olho mais uma vez pra você...
Seu sorriso, agora,  está nos lábios.
A cama torna-se estreita...apertada
O meu corpo...Largado... Tranqüilo...
Sinto-me aquecida, de um jeito diferente...
Fecho os olhos
Apago a luz
Flutuo em teu olhar
Deixo-me levar.
O teu olhar, que vigia meus sonhos...
Meu sonhar.

 

Ah!! Teu olhar.


 
Meus calafrios viajam pra você...
Invadindo teu adormecer
Encaixando meu corpo no teu...
Sinto teus arrepios adormecidos...
Você dorme...sonha
Sorri.
E assim, aninhada em você...
Percorro teu corpo...Corpo amado
Desejado...
Corpo acalentado.


 
Te envolvo em abraços...
Você encolhe...Encaixando mais e mais em mim
Os arrepios intensificam...
Percorrem e correm livres
Você geme de prazer..
Pede mais...
Vira o corpo, de encontro ao meu olhar.
Invade o meu corpo.
Aperta...
Trás mais junto ao seu...
Fechamos os olhos
Subimos aos céus...
Atingimos as estrelas.
Nos perdemos...
E nos encontramos na alma.



Postado por: Þarte ðe M¡m às 13h44
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Um Homem, UmaTela


Ana €l¡sa


 
Sentado na cadeira...Totalmente largado
Atento, à espera.
A música suave...Única, invade o espaço
Num olhar, você busca meu corpo...
Aninha no teu colo.
Abre os braços...Enlaça meu desejo...
Aperta com carinho meu querer de encontro ao teu.
Um calafrio percorre meu corpo,
Atravessa o espaço e arrepia o teu.
Entreguei-me assim, no teu peito...
Solta...Estremecida...Perdida.


 
Você prende meus braços...Tira minha blusa...
Desliza suas mãos por eles...Preguiçosamente...
Com a boca percorre meu calafrio
Sente todo desejo estampado na pele.
Joga a roupa na cama...Vira meu corpo de frente pra você
Fixa teus olhos no meu colo.
Abraça...
Aperta...Com sofreguidão.
Teu corpo...Nu...Acaricia minha pele macia.
O desejo em brasa...
E num repente de volúpia...
Prende minhas vontades na mesa.
Acaricia meu segredo.
Tira a última peça, que cobria minha pele clara.
Passeia com os lábios o meu calor...
Puxa e me coloca de encontro a você
Invade e domina...
Aconchega meu querer...No teu.
Explora teu desejo.
 


Nos atemos um no outro...
Nos murmúrios, nos sussurros...
Explodimos em paixão...
Inundamos nossas paredes de calafrios
Nossa voz...Desaparece.
Teus lábios...Agora desnudos...descansam
Os espaços...Já não existem
Aninhamos nosso descanso...Um no outro.
Minutos se passam...Apenas alguns
E a tela torna-se...
Cor, forma, espaço, distância...Mais uma vez..
E mais uma vez...Voltamos.
Somos eu e você.
Aqui e aí.
Uma tela a nos separar.
E a intensidade de sentimentos a nos unir.



Postado por: Þarte ðe M¡m às 13h41
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AMAR-TE EM PECADOS
Ana €l¡sa

 

Sentei-me ao teu lado
Admirando e fazendo o caminho da tua coluna vertebral
Provocando arrepios na tua pele
Reação imediata de tesão no corpo nu.
Vibrante
Segurei tuas vontades
 Virar-se, nesse momento, não é o que eu quero.


 
Prendendo tuas pernas com meu corpo...
 Te fiz sentir minha respiração na pele
Passeei com a língua os contornos viris da tua topografia...
Calafrios e gemidos...
Tua voz pedindo mais
Amassando os lençóis em desespero
Gotas de suor escorriam
Desejos em explosão.


 
Pele na pele...o suor que gruda...
Minha pele em fogo.


 
Desnudo tuas vontades e trago junto as minhas
Perco-me em ensaios
Te permito virar.
Prendendo tuas mãos com as minhas
Encaixo meus desejos aos teus...
Te peço quietude
Te dou amplitude
Você responde com posse e desejo
Tomando as rédeas da situação, sem pedir, sem permeio...
Apenas querendo.

 

03-02-2006



Postado por: Þarte ðe M¡m às 13h28
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C O N V I T E

 Ana €!¡sa

 

Entre em minha morada
Descubra nos porões mais secretos o que tenho para te dar
Oferecer, te agradar...
Te ofereço tudo que não tem coragem de pedir.
Esqueça teus desejos
Deixe que eu os procure...
Que te desnude.
Permita que meus passeios em você te cansem
Te desestruture...
Que implore mais e mais.
Não te darei apenas sexo vadio e vulgar
Te darei explosões inesquecíveis
Arrepios intermináveis.
Permitirei tuas taras mais secretas...
E descobertas das quais não se arrependerá.
Muitas e muitas vezes virá a minha procura
Sem importar tempo e nem quantidade
Terás a qualidade dos gestos
Verdadeiro tesão
O tempero do intimo.

 
Se sentirás amado...
Pleno
Perdido...
Saciado
Sem limites e sem cobranças.

 
Entre em minha morada...
Aceita o meu convite??

 
28-10-2006
 

 



Postado por: Þarte ðe M¡m às 13h14
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Florbela Espanca

Vaidade


Sonho que sou a Poetisa eleita,
Aquela que diz tudo e tudo sabe,
Que tem a inspiração pura e perfeita,
Que reúne num verso a imensidade!

 

Sonho que um verso meu tem claridade
Para encher todo o mundo! E que deleita
Mesmo aqueles que morrem de saudade!
Mesmo os de alma profunda e insatisfeita!

 

Sonho que sou Alguém cá neste mundo...
Aquela de saber vasto e profundo,
Aos pés de quem a Terra anda curvada!

 

E quando mais no céu eu vou sonhando,
E quando mais no alto ando voando,
Acordo do meu sonho... E não sou nada!...

 

 
O maior bem

 

Este querer-te bem sem me quereres,
Este sofrer por ti constantemente,
Andar atrás de ti sem tu me veres
Faria piedade a toda a gente.

 

Mesmo a beijar-me, a tua boca mente...
Quantos sangrentos beijos de mulheres
Pousa na minha a tua boca ardente,
E quanto engano nos seus vãos dizeres!...

 

Mas que me importa a mim que me não queiras,
Se esta pena, esta dor, estas caseiras,
Este mísero pungir, árduo e profundo,

 

Do teu frio desamor, dos teus desdéns,
É, na vida, o mais alto dos meus bens?
É tudo quanto eu tenho neste mundo? 

 

Amar

 

Eu quero amar,amar perdidamente!
Amar só por amar: Aqui......além.....
Mais este e aquele,o outro e toda a gente....
Amar! Amar! E não amar ninguém!

 

Recordar?Esquecer?Indiferente!......
Prender ou desprender?É mal? É bem?
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!

 

Há uma primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois se Deus nos deu voz, foi para cantar!

 

E se um dia hei de ser pó, cinza e nada,
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder....pra me encontrar .

 

Lágrimas ocultas

 


Se me ponho a cismar em outras eras
Em que ri e cantei, em que era querida,
Parece-me que foi noutras esferas,
Parece-me que foi numa outra vida...

 

E a minha triste boca dolorida,
Que dantes tinha o rir das primaveras,
Esbate as linhas graves e severas
E cai num abandono de esquecida!

 

E fico, pensativa, olhando o vago...
Toma a brandura plácida dum lago
O meu rosto de monja de marfim...

 

E as lágrimas que choro, branca e calma,
Ninguém as vê brotar dentro da alma!
Ninguém as vê cair dentro de mim!

 


Os versos que te fiz

 

Deixe dizer-te os lindos versos raros
Que a minha boca tem pra te dizer !
São talhados em mármore de Paros
Cinzelados por mim pra te oferecer.

 

Tem dolencia de veludo caros,
São como sedas pálidas a arder...
Deixa dizer-te os lindos versos raros
Que foram feitos pra te endoidecer !

 

Mas, meu Amor, eu não te digo ainda...
Que a boca da mulher é sempre linda
Se dentro guarda um verso que não diz !

 

Amo-te tanto ! E nunca te beijei...
E nesse beijo, Amor, que eu te não dei
Guardo os versos mais lindos que te fiz.

 

Conto de Fadas

 


Eu trago-te nas mãos o esquecimento
Das horas más que tens vivido, Amor!
E para as tuas chagas o ungüento
Como que sarei a minha própria dor.

 

Trago no nome as letras duma flor...
Foi dos meus olhos garços que um pintor
Tirou a luz para pintar o vento...

 

Dou-te o que tenho: o astro que dormita,
O manto dos crepúsculos da tarde,
O sol que é de oiro, a onda que palpita.

 

Dou-te, comigo, o mundo que Deus fez!
- Eu sou Aquela de quem tens saudade,
A princesa do conto: "Era uma vez..."

 



Postado por: Þarte ðe M¡m às 12h52
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Strip Tease

 

Chegou no apartamento dele por volta das seis da tarde e sentia um nervosismo
fora do comum. Antes de entrar, pensou mais uma vez no que estava por fazer. 
Seria  sua primeira vez. Já havia roído as unhas de ambas as mãos. 
Não podia mais voltar atrás.

 

 

Tocou a campainha e ele, ansioso do outro lado da porta, 
não levou mais do que  dois segundos para atender. 
 Ele perguntou se ela queria beber alguma coisa, ela não quis. 
Ele perguntou se ela queria sentar,  ela recusou. 
Ele perguntou o que poderia fazer por ela. 
A resposta: sem preliminares.
Quero que você  me escute, simplesmente. 

 

 

Então ela começou a se despir como nunca havia feito antes. 

 

 

Eu tenho feito de conta que você não me interessa muito, mas não é verdade. 
Você é a pessoa mais especial que já conheci. 
Não por ser bonito ou por pensar como eu sobre tantas coisas, 
mas por algo maior e mais profundo do que aparência e afinidade. 
Ser correspondida é o que menos me importa no momento: preciso dizer o que sinto

 

 

Nem sei com que pernas cheguei até sua casa, achei que não teria coragem. 
Mas agora que estou aqui, preciso que você saiba que cada música que toca 
é com você que ouço, cada palavra que leio é com você que reparto, 
cada deslumbramento que tenho é com você que sinto. 
Você está entranhado no que sou, virou parte da minha história.

 

 

Eu beijo espelhos, abraço almofadas,
faço carinho em mim mesma tendo você no pensamento, 
e mesmo quando as coisas que faço são menos importantes, 
como ler uma revista ou lavar uma meia, é em sua companhia que estou

  
 
Eu não sou melhor ou pior do que ninguém, sou apenas alguém 
que está aprendendo a lidar com o amor, sinto que ele existe, 
sinto que é forte e sinto que é aquilo que todos procuram. Encontrei

 

 
Eu gostaria de viver com você, mas não foi por isso que vim.
A intenção é unicamente deixá-lo saber que é amado e deixá-lo pensar a respeito,
que amor não é coisa que se retribua de imediato, apenas para ser gentil. 
Se um dia eu for amada do mesmo modo por você, me avise que eu volto,
e a gente recomeça de onde parou, paramos aqui

 

 
E saiu do apartamento sentindo-se mais mulher do que nunca.

 

Martha Medeiros



Postado por: Þarte ðe M¡m às 09h37
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Tédio...

Vontade preguiçosa de apanhar meus nervos

e fechar os meus olhos, como que cansado de olhar...

e dormir, mas dormir esse sono das pedras

que não podem sonhar...

ser folha, folha morta, amarela, caindo embalada pelo ar ...

barco solto, sem leme, sem vela, sem nada

ao sabor inconstante do mar a boiar...

Vontade preguiçosa de encostar a vida num canto,

para descansar ...

E soltar-me em mim mesmo, e soltar-me,

e cair e deixar-me ficar,

sem ter vontade ao menos para bocejar...

Ah! ...

Vontade preguiçosa de não terminar

estes versos morrendo em ar... 


em ar... em ar...

 

J.G. de Araújo Jorge




Postado por: Þarte ðe M¡m às 09h28
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Silêncio...



Postado por: Þarte ðe M¡m às 07h35
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Posse...


Vem cá! Assim, verticalmente!
Achega-te... Docemente...
Vou olhar-te... E, no teu olhar, colher
promessas do que quero prometer,
até à síncope do amor na alma!
Colemos as mãos, palma a palma!
A minha boca na tua, sem beijo...
Desejo-te até o desejo
se queixar que dói.

E sou tua, assim, como nenhuma foi!

 

 

Caminhos Frios
Leonor de Almeida, 1947, Portugal



Postado por: Þarte ðe M¡m às 07h26
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J.G. de Araújo Jorge

 

Exaltação do Amor

 


Sofro, bem sei... Mas se preciso for
sofrer mais, mal maior, extraordinário,
sofrerei tudo o quanto necessário
para a estrela alcançar... colher a flor...

 


Que seja imenso o sofrimento, e vário!
Que eu tenha que lutar com força e ardor!
Como um louco talvez, ou um visionário
hei de alcançar o amor... com o meu Amor!

 


Nada me impedirá que seja meu
se é fogo que em meu peito se acendeu
e lavra, e cresce, e me consome o Ser...

 


Deus o pôs... Ninguém mais há de dispor!
Se esse amor não puder ser meu viver
há de ser meu para eu morrer de Amor!



Postado por: Þarte ðe M¡m às 07h14
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.:: Blog...Þarte ðe M¡m ::.

 





UOL


.::Sonhando::.


Þarte ðe M¡m
Ana €!¡sa

Uma parte de mim debruça na janela
Contempla as estrelas
Sonha de olhos abertos
Espera encantada a manhã chegar.

A outra parte deita na cama à tua espera...
Desmancha os lençóis
Sussurra desejos
Invade teu sono.

Uma metade de mim suspira pelos cantos...
A outra, se perde no teu corpo
Uma...se joga e enlaça tua pele...
Carente e docemente sensual
A outra...Pula no teu pescoço...
Lambe teu tórax...
Expõe as vontades.

Uma metade de mim viaja enlevada pela luz da lua
A outra, faz da lua, cúmplice dos pecados.

Parte de mim...sedutora e atrevida
Murmura vulgaridades
Se submete aos teus caprichos de amante.
A outra parte perde o sono...
Para ficar te olhando dormir.

Metade de mim fecha os olhos e sonha teus beijos
Sonha amor e paixão
A outra metade...procura tua boca
Suga tua língua
Satisfaz teu tesão.

Parte de mim...te ama
A outra parte...
Ah!! Essa te ama mais ainda.






.::Traduzir-se::.




Traduzir-se

Uma parte de mim
é todo mundo:
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.

uma parte de mim
é multidão:
outra parte estranheza
e solidão.

Uma parte de mim
pesa, pondera:
outra parte
delira.

Uma parte de mim
almoça e janta
outra parte
se espanta

Uma parte de mim
é permanente:
outra parte
se sabe de repente.

Uma parte de mim
é só vertigem:
outra parte,
linguagem.

Traduzir uma parte
na outra parte
- que é uma questão
de vida ou morte -
será arte??
será arte??





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"...ontem à noite
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Alonso Alvarez

 



...hoje eu só precisava sentir teu hálito na minha nuca
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pois eu sou feita de partes e cada parte de mim é feita para você...

Þarte ðe M¡m




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Obrigada...
Þarte ðe m¡m








Que importa se a distância estende entre nós léguas e léguas
Que importa se existe entre nós muitas montanhas?
O mesmo céu nos cobre
E a mesma terra Iiga nossos pés.
No céu e na terra é tua carne que palpita
Em tudo eu sinto o teu olhar se desdobrando
Na carícia violenta do teu beijo.
Que importa a distância e que importa a montanha
Se tu és a extensão da carne
Sempre presente?

Drumond




"A mesma chama que o vento apaga
volta a se acender pela carícia do sopro suave
porque não há um orgasmo que
ponha fim ao desejo"

Bachelard




eu quero sentir o gosto dos seus lábios
e guardar o sabor desse sonho
eu quero mergulhar nos seus olhos
e beber cada gota desse olhar
eu quero sentir a sua pele
e tocar na sua alma
eu quero parar de escrever
e viver
...da...




Despe-me
ou deixa que eu me dispa
e depois veste-me
pouco a pouco
de carícias...
...ad...




''Sou mansa...
entretanto minha ânsia de viver é feroz''

Clarice Lispector



Segunda, me inflamo.
Terça, te amo..
Quarta, te vejo..
Quinta, te desejo..
Sexta, te quero..
Sábado, te espero..
Domingo, te sonho..

.......

E quando longe de ti,.
só para ti, componho..

J.G de Araújo Jorge





Por ti deixei meu reino meu segredo
Minha rápida noite meu silêncio
Minha pérola redonda e seu oriente
Meu espelho minha vida minha imagem
E abandonei os jardins do paraíso

Cá fora à luz sem véu do dia duro
Sem os espelhos vi que estava nua
E ao descampado se chamava tempo

Por isso com teus gestos me vestiste
E aprendi a viver em pleno vento

Sophia de Mello Breyner Andresen




 



..ahhh, sofreguidão que você me deixa quando me toma nos braços...
enlaça minha pele de uma maneira única...
marca e deixa vestígios imensuráveis...
aperta e prende...
abraça e beija o intimo desejo de nós dois...
e, assim lânguida me disponho em tuas mãos...
presa inconfessável nesse sonho infindo...

Þarte ðe M¡m