
...ahhh, sofreguidão que você me deixa quando me toma nos braços...
enlaça minha pele de uma maneira única...
marca e deixa vestígios imensuráveis...
aperta e prende...
abraça e beija o intimo desejo de nós dois...
e, assim lânguida me disponho em tuas mãos...
presa inconfessável nesse sonho infindo...
Þarte ðe M¡m
Segunda, me inflamo.
Terça, te amo.
Quarta, te vejo.
Quinta, te desejo.
Sexta, te quero.
Sábado, te espero.
Domingo, te sonho.
......
E quando longe de ti,
só para ti, componho.
( Poema de JG de Araujo Jorge extraído do livro
"Os Mais Belos Poemas Que O Amor Inspirou"
Vol. III - 1a edição 1965 )
"Para que tentarmos qualquer explicação?
Sei que te tomarei nos braços como uma criança
e atenderei à súplica de teus olhos...
Sei que já agora, depois que chegaste ao coração,
seria impossível voltar...
E para que voltar? Que importa se viemos de longe
e se deixamos tanta coisa para trás?
Importa é que posso levar-te em meus braços,
dobrar a curva adiante, escalar a montanha,
para encontrarmos a paisagem nova
que será outro mundo...
Importa é que nos sentimos como se tudo começasse
agora,
depois que és minha e eu sou teu,
e como se nada tivesse existido antes,
nada...
nem tu... nem eu..."
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"Agora que nos encontramos,
de repente compreendemos
que estávamos sózinhos...
Que importa o que vivemos?
Que importa o que passamos?
Seria mesmo Vida, a vida que levamos
por diferentes caminhos?
Agora que nos encontramos,
que te quero e me queres
como uma força jamais
pressentida,
parece incrível que eu já tenha falado de amor
a outras pessoas,
e que antes de mim pudesse ter havido algum amor
em tua vida!"
J.G.de Aráujo Jorge
...você...
...apenas você...
...vivo, intenso, forte...único...
...saudade...


Ainda sinto o teu corpo ao meu corpo colado;
nos lábios, a volúpia ardente do teu beijo;
no quarto a solidão, desnuda, ainda te vejo,
a olhar-me com olhar nervoso e apaixonado...
Partiste!... Mas no peito ainda sinto a ânsia e o latejo
daquele último abraço inquieto e demorado...
- Na quentura do espaço a transpirar pecado,
Ainda baila a figura estranha do desejo...
Não posso mais viver sem ter-te nos meus braços!
- Quando longe tu estás, minha alma se alvoroça
julgando ouvir no quarto o ruído dos teus passos...
Na lembrança revejo os momentos felizes,
e chego a acreditar que a minha carne moça
na tua carne moça até criou raízes!...
( J. G. de Araujo Jorge - coletânea -
in "Poemas do Amor Ardente" 1961 )

"Deixa que eu te ame em silêncio
Não pergunte, não se explique, deixe
que nossas línguas se toquem, e as bocas
e a pele falem seus líquidos desejos.
Deixa que eu te ame sem palavras
a não ser aquelas que na lembrança ficarão
pulsando para sempre
como se o amor e a vida
fosse um discurso
de impronunciáveis emoções."

"Estou te amando e não percebo,
porque, certo, tenho medo.
Estou te amando, sim, concedo,
mas te amando tanto
que nem a mim mesmo
revelo este segredo."

Não basta um grande amor
para fazer poemas.
E o amor dos artistas, não se enganem,
não é mais belo
que o amor da gente.
O grande amante é aquele que silente
se aplica a escrever com o corpo
o que seu corpo deseja e sente.
Uma coisa é a letra,
e outra o ato,
– quem toma uma por outra
confunde e mente.
Affonso Romano de Sant'Anna
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Obrigada...
Þarte ðe m¡m
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