Blog...Þarte ðe M¡m


"...demora...

 

implora...

 

sempre por mais..."



Postado por: Þarte ðe M¡m às 10h54
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Indecências...

 


Quantas esteiras de luz
se acendem
quando me tocas?
Milhares de estrelas
espetam meus dedos
rios se perdem
deixando em abandono
os seus leitos.
E um atropelo de veias
sangue correndo veloz
sem saída.


 

 


Tantas farpas
me cortam a pele
tantos frios
eriçam meus pelos
quando me tocas...
Eu ardo febril
- tantas chamas -
e tremo de medo
- quantos gelos -
quando me tocas...
Tantas catástrofes
tumultos
revoltas
provocas em mim.
Alteram-se os sais
queimam-se calorias
e quantas loucuras
submetes minha química
quantas queimaduras
me causa a tua pele.


 

 


A quantos perigos
me exponho
quando me tocas...

 

¬ fonte: orkut ¬



Postado por: Þarte ðe M¡m às 10h44
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 Minha boca
é pequena
para o desejo
que me consome.

 

Meu corpo
quer muito mais,
que um simples
abraço

 

Minha alma
deseja o infinito
de um amor
puro e sincero.

 

¬ Luna Lua ¬



Postado por: Þarte ðe M¡m às 10h41
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És feita de todo ouro, de toda prata és feita,
feita de todo o trigo e de toda a terra feita,
és feita de toda a água das marítimas ondas,
feita para meus braços, feita para meus beijos,

feita para minha alma.


¬ Pablo Neruda ¬



Postado por: Þarte ðe M¡m às 10h39
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Poema XVIII


Impetuoso, o teu corpo é como um rio
onde o meu se perde.
Se escuto, só oiço o teu rumor.
De mim, nem o sinal mais breve.
Imagem dos gestos que tracei,
irrompe puro e completo.
Por isso, rio foi o nome que lhe dei.
E nele o céu fica mais perto.


¬ Eugénio de Andrade ¬



Postado por: Þarte ðe M¡m às 17h04
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Momento

 Chegado o momento
em que tudo é tudo
dos teus pés ao ventre
das ancas à nuca
ouve-se a torrente 

de um rio confuso
Levanta-se o vento
Comparece a lua
Entre línguas e dentes
este sol nocturno

Nos teus quatro membros
de curvos arbustos
lavra um só incêndio
que se torna muitos

Cadente silêncio
sob o que murmuras
Por fora por dentro
do bosque do púbis
crepitam-me os dedos
tocando alaúde
nas cordas dos nervos
a que te reduzes

Assim o momento
em que tudo é tudo
Mais concretamente
água fogo música 
 
 ¬ David Mourão-Ferreira ¬



Postado por: Þarte ðe M¡m às 17h00
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A noite na ilha

 

 

 

Dormi contigo toda a noite
junto ao mar, na ilha.
Eras doce e selvagem entre o prazer e o sono,
entre o fogo e a água.


Os nossos sonos uniram-se
talvez muito tarde
no alto ou no fundo,
em cima como ramos que um mesmo vento agita
em baixo como vermelhas raízes que se tocam.


O teu sono separou-se
talvez do meu
e andava à minha procura
pelo mar escuro
como dantes,
quando ainda não existias,
quando sem te avistar
naveguei a teu lado
e os teus olhos buscavam
o que agora- pão, vinho, amor e cólera -
te dou às mãos cheias,
porque tu és a taça
que esperava os dons da minha vida.


Dormi contigo
toda a noite enquanto
a terra escura gira
com os vivos e os mortos,
e ao acordar de repente
no meio da sombra
o meu braço cingia a tua cintura.
Nem a noite nem o sono
puderam separar-nos.


Dormi contigo
e, ao acordar, a tua boca,
saída do teu sono,
trouxe-me o sabor da terra,
da água do mar, das algas,
do âmago da tua vida,
e recebi o teu beijo,
molhado pela aurora,
como se me viesse
do mar que nos cerca.


Os Versos do Capitão
¬ Pablo Neruda ¬


Postado por: Þarte ðe M¡m às 16h57
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Desperta-me de Noite o teu Desejo

 

Desperta-me de noite o teu desejo
na vaga dos teus dedos com que vergas
o sono em que me deito pois suspeitas
que com ele me visto e me defendo


É raiva então ciúme a tua boca
é dor e não queixume a tua espada
é rede a tua língua em sua teia
é vício as palavras com que falas


E tomas-me de força não o sendo
e deixo que o meu ventre se trespasse
E queres-me de amor e dás-me o tempo
a trégua, a entrega e o disfarce
 

E lembras os meus ombros docemente
na dobra dos lençóis que desfazes
na pressa de teres o que só sentes
e possuíres de mim o que não sabes



Despertas-me de noite com o teu corpo
tiras-me do sono onde resvalo
e eu pouco a pouco vou repelindo a noite
e tu dentro de mim vais descobrindo vales.



¬ Maria Teresa Horta ¬



Postado por: Þarte ðe M¡m às 16h53
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UOL


.::Sonhando::.


Þarte ðe M¡m
Ana €!¡sa

Uma parte de mim debruça na janela
Contempla as estrelas
Sonha de olhos abertos
Espera encantada a manhã chegar.

A outra parte deita na cama à tua espera...
Desmancha os lençóis
Sussurra desejos
Invade teu sono.

Uma metade de mim suspira pelos cantos...
A outra, se perde no teu corpo
Uma...se joga e enlaça tua pele...
Carente e docemente sensual
A outra...Pula no teu pescoço...
Lambe teu tórax...
Expõe as vontades.

Uma metade de mim viaja enlevada pela luz da lua
A outra, faz da lua, cúmplice dos pecados.

Parte de mim...sedutora e atrevida
Murmura vulgaridades
Se submete aos teus caprichos de amante.
A outra parte perde o sono...
Para ficar te olhando dormir.

Metade de mim fecha os olhos e sonha teus beijos
Sonha amor e paixão
A outra metade...procura tua boca
Suga tua língua
Satisfaz teu tesão.

Parte de mim...te ama
A outra parte...
Ah!! Essa te ama mais ainda.






.::Traduzir-se::.




Traduzir-se

Uma parte de mim
é todo mundo:
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.

uma parte de mim
é multidão:
outra parte estranheza
e solidão.

Uma parte de mim
pesa, pondera:
outra parte
delira.

Uma parte de mim
almoça e janta
outra parte
se espanta

Uma parte de mim
é permanente:
outra parte
se sabe de repente.

Uma parte de mim
é só vertigem:
outra parte,
linguagem.

Traduzir uma parte
na outra parte
- que é uma questão
de vida ou morte -
será arte??
será arte??





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Þarte ðe M¡m




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Obrigada...
Þarte ðe m¡m








Que importa se a distância estende entre nós léguas e léguas
Que importa se existe entre nós muitas montanhas?
O mesmo céu nos cobre
E a mesma terra Iiga nossos pés.
No céu e na terra é tua carne que palpita
Em tudo eu sinto o teu olhar se desdobrando
Na carícia violenta do teu beijo.
Que importa a distância e que importa a montanha
Se tu és a extensão da carne
Sempre presente?

Drumond




"A mesma chama que o vento apaga
volta a se acender pela carícia do sopro suave
porque não há um orgasmo que
ponha fim ao desejo"

Bachelard




eu quero sentir o gosto dos seus lábios
e guardar o sabor desse sonho
eu quero mergulhar nos seus olhos
e beber cada gota desse olhar
eu quero sentir a sua pele
e tocar na sua alma
eu quero parar de escrever
e viver
...da...




Despe-me
ou deixa que eu me dispa
e depois veste-me
pouco a pouco
de carícias...
...ad...




''Sou mansa...
entretanto minha ânsia de viver é feroz''

Clarice Lispector



Segunda, me inflamo.
Terça, te amo..
Quarta, te vejo..
Quinta, te desejo..
Sexta, te quero..
Sábado, te espero..
Domingo, te sonho..

.......

E quando longe de ti,.
só para ti, componho..

J.G de Araújo Jorge





Por ti deixei meu reino meu segredo
Minha rápida noite meu silêncio
Minha pérola redonda e seu oriente
Meu espelho minha vida minha imagem
E abandonei os jardins do paraíso

Cá fora à luz sem véu do dia duro
Sem os espelhos vi que estava nua
E ao descampado se chamava tempo

Por isso com teus gestos me vestiste
E aprendi a viver em pleno vento

Sophia de Mello Breyner Andresen




 



..ahhh, sofreguidão que você me deixa quando me toma nos braços...
enlaça minha pele de uma maneira única...
marca e deixa vestígios imensuráveis...
aperta e prende...
abraça e beija o intimo desejo de nós dois...
e, assim lânguida me disponho em tuas mãos...
presa inconfessável nesse sonho infindo...

Þarte ðe M¡m