

...deita no meu peito e me devora...

Chegue bem perto de mim. Me olhe, me toque, me diga qualquer coisa.
Ou não diga nada, mas chegue mais perto...Não deixe isso se perder,
virar poeira, virar nada...Antes que tudo se perca, por favor, chega mais perto.
¬ Caio Fernando Abreu ¬

Deixa eu te dizer que você cresceu em mim de um jeito completamente insuspeitado, assim como se você fosse apenas uma semente e eu plantasse você, esperando você nascer uma plantinha qualquer, pequena, rala...mas em algum momento você virou essa coisa enorme, que me obrigou a abrir todas as janelas, e pouco a pouco derrubar todas as paredes e arrancar o telhado, para que você crescesse em mim...livremente!
¬ desconheço autoria ¬
"...De vez em quando eu vou ficar esperando você numa tarde cinzenta de inverno,
bem no meio duma praça,
então os meus braços não vão ser suficientes pra abraçar você
e a minha voz vai querer dizer tanta,
mas tanta coisa que eu vou ficar calada um tempo enorme
só olhando você sem dizer nada,
só olhando..."
¬ desconheço autoria ¬

Me levou pra um cantinho e disse:
"Morde!!"
Quando dei por mim, pensei:
"Que sorte!!"
Disse tudo bem, tudo é natural
Olhou bem nos meus olhos,
chupou meu p...(ixi...rss)
E eu falei porque a gente não se esquece
Devia ser assim, mas não acontece
Me ensinou a rezar uma outra prece
A quem dera se o dinheiro desse
Prefiro sempre, sempre correr o risco
Grana eu não tenho, não, mas me divirto
¬ Ana Carolina e Gastão Villeroy ¬

nem velas nem molho branco
hoje nosso jantar
acontece por baixo da mesa
desfias minhas pernas de seda
teu beijo promete mais tarde
jogo a toalha de renda no chão
me rendo
(...)
¬ Martha Medeiros ¬
Só entro em estado de passividade
Quando não depende mais de mim.
E só deixo rolar aquilo que não me
Interessa mais.
O problema é que tudo me interessa
¬ Martha Medeiros ¬

Eu me dedico, mas não abdico.
Ajoelho-me, mas não rastejo.
Te entrego meu corpo, minha alma, meu tudo, todo meu melhor:
Meu amor, paixão e devoção.
Tudo que puder.
Como gueixa, como deusa, como mulher
¬ Carolina Salcides ¬

Hoje te canto e depois no pó que hei de ser
Te cantarei de novo.
E tantas vidas terei
Quantas me darás para o meu rosto outra vez amanhecer
Tentando te buscar.
Porque vives de mim,
Sem Nome,
Sutilíssimo amado, relincho do infinito e vivo
Porque sei de ti a tua fome, tua noite de ferrugem
Teu pasto que é o meu verso orvalhado de tintas
E de um verde negro teu casco e os areais
Onde me pisas fundo.
Hoje te canto
E depois emudeço se te alcanço.
E juntos
Vamos tingir o espaço.
De luzes.
De Sangue.
De escarlate.
¬ Hilda Hilst ¬
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